* 03 dias no Cairo
* 02 dias em Aswan
* 02 dias em Luxor
* 05 dias em Dahab
* 01 dia no Cairo
As opções de translado dentro do Egito são via aérea (A Egyptian Air e a Nile Air são as que fazem os principais trechos, pesquisamos no skyscanner e o preço pode diminuir muito faltando 1 semana pra viagem, ou pode se manter igual não importa a antecedência), via terrestre (ônibus) ou linha férrea ( as linhas de trem vão de norte a sul, passando por todo o Nilo) ou o famoso cruzeiro pelo Nilo.
Vou fazer o relato com apenas os meios que escolhemos, que são trem, ônibus e avião.
Fomos de Ethiopian Airlines, então a parada na Etiópia era obrigatória. O avião é bom, espaçoso e as comidas são ok. Serviram vinho e cerveja à vontade. Então fizemos umas amizades e logo ficamos bebendo vinho em pé no corredor. Chegamos no aeroporto de Addis Ababa e já nos encaminhamos para o portão de embarque para o Cairo. Nosso voo chegaria no Cairo na madrugada do dia seguinte.
2º dia (07/04/2019): Cairo
![]() |
| Primeira vez no Nilo |
Depois de uma saga para conseguir que a internet funcionasse, chamamos um Uber e chegamos no nosso hostel. Ficamos no Tahrir Square Hostel, ele é bem legal por dentro, mas do lado de fora você assusta. Todos os prédios do Downtown são bem antigos e sujos. O hostel não tem placa, então tem que se guiar pelo número. Conseguimos ficar em um quarto privado, o que foi bom já que chegamos de madrugada. Custa em média 30 dólares a noite para duas pessoas.
![]() |
| Museu Egípcio |
Como ainda era cedo, decidimos ir para o rooftop do Carlton Hotel (21 26 July St, Downtown، Al Azbakeyah) assistir ao pôr do sol e tomar uma cerveja para comemorar a chegada. Depois experimentamos pela primeira vez o famoso Koshari da Abou Tarek. Como nosso arroz com feijão, é uma mistura de lentilha com grão de bico e macarrão, com cebola frita e molho de tomate. Eu amei, Giovanna não curtiu tanto.
A primeira impressão do Cairo foi um pouco assustadora. A cidade é realmente caótica. O trânsito é bizarro e não tem faixa de pedestres, para atravessar a rua é uma aventura a parte. Só ir atravessando e rezando. A poluição sonora com a "cultura da buzina" é sinistra. Mas depois chegamos à conclusão de que dá para acostumar. hehehe
3º dia (08/04/19): Cairo
Acordamos cedo e decidimos ir pro Old Cairo. A Lídia, que trabalha na recepção do hostel e é brasileira, nos sugeriu de irmos ao bairro Copta de metrô e depois pegar um Uber para a Citadela. Assim fizemos. O metrô funciona bem por lá, o negócio é evitar os horários mais lotados (de manhã cedo e fim da tarde) e levar dinheiro trocado. O cara do guichê gritou algo em árabe comigo que acredito que seja porque não dei dinheiro exato. Você tem que falar pra onde vai porque o valor varia de acordo com o destino. Além disso guarde sempre o ticket, você irá usá-lo para sair da estação.
Chegamos no bairro Copta, que é um bairro cristão no centro do Cairo e é onde a filha do faraó encontrou Moisés e onde a Sagrada Família esteve abrigada. É bem emocionante. Virando à direita você encontra a primeira igreja e adentrando a região, encontra várias outras além de sinagoga e mais pra frente uma mesquita. A primeira coisa que você irá observar aqui é a segurança. Foi nosso primeiro contato com o exército armado e revistando nossas bolsas. Mas a sensação que dá é de segurança e não de medo.
| Mohamed Ali Mosque |
Voltamos para o hostel em seguida de Uber. Estávamos exaustas e famintas.
| mirante na Citadela |
4º dia (09/04/2019): Complexo de Gizé e trem para Aswan
Andar pelo lugar é uma experiência incrível. Amamos demais.
No fim do dia voltamos de Uber para o hostel e nos preparamos para pegar o trem das 19h para Aswan. Compramos os tickets com antecedência no site Egyptian National Railways (o site pode ser acessado em inglês. É só fazer cadastro e comprar. Bem fácil). Compramos 1ª classe, mas não faz muita diferença pra 2ª não. rs.

Acordamos chegando em Aswan. Cidade mais ao sul do Egito e é o oposto do Cairo, serena e bem mais organizada. Ficamos no Old Nubian Guest House (50 euros a noite para duas pessoas). Eles tem serviço de transfer, nos buscaram na estação de van e levaram de barco até o hotel. Ele fica em uma ilha e é bem legal. O gerente é o Mostafa e uma das pessoas mais legais que já conheci. Depois do café da manhã, com a ajuda do Omar, outro amigo que fizemos antes de ir, contratamos um barco para nos levar até ao Templo de Philae, incrível templo dedicado à Ísis, deusa da maternidade e da fertilidade. Depois fomos à Grande Barragem de Aswan, famosa obra de engenharia que mudou o curso do Nilo e originou o Lago Nasser (que tem crocodilos!). À tarde fomos passear na vila núbia (aquelas coisas feitas para o turista sabe?) e depois fomos pro hotel.Combinamos com um amigo do Omar de nos levar até Abu Simbel às 05h da manhã em um carro privativo (custou 1.150 LE para nós três mas existem vários serviços de ônibus e vans oferecidos pelos hotéis). A viagem dura cerca de 3h e meia numa estrada bem reta no meio do Saara. Fomos parados umas 4 vezes em check points do exército. Mais uma vez a sensação que dá é de segurança e não de medo.
Abu Simbel é um dos complexos arqueológicos mais impressionantes e importantes do Egito. Aqui está o templo de Ramsés II e sua esposa Nefertari. Os detalhes, as expressões das estátuas e a imponência de suas fachadas que chegam a 33 metros de altura são de deixar de queixo caído. Custa 200 LE para entrar.
Como estávamos em tour privado, podíamos escolher a hora de voltar. Umas 11h da manhã decidimos voltar para Aswan. Depois de almoçar e dar uma volta pelo centrinho da cidade (onde aproveitamos para comprar o ticket de trem para Luxor, no dia seguinte) voltamos pro hotel. O Mostafa nos chamou para ir nadar no Nilo ao pôr do sol, claro que aceitamos e foi uma das coisas mais incríveis que fizemos. Fomos para uma pequena ilhazinha isolada que tinha dois pés de goiaba e nadamos até o sol se pôr. A água é bem gelada, mas não perdemos a oportunidade.![]() |
| Mostafa |
Pegamos o trem para Luxor às 07:30h. Chegamos por volta das 11h e pegamos o ferry para o West Bank onde era nosso hotel. Vale a pena ficar nessa região se for passar mais tempo pela cidade, já que é bem mais calmo por lá, com menos pessoas oferecendo taxi e charrete o tempo o todo, além disso tem a barca pública que faz o trajeto 24h por dia entre as margens leste o oeste do Nilo e custa apenas 5LE cada trecho, mas ficando poucos dias, como nosso caso, valeria a pena ficar no East Bank. Chegamos e encontramos com os amigos brasileiros que conhecemos no voo (Jonas e Luis <3) e fomos juntos para o Vale dos Reis e Rainhas, complexo arqueológico localizado entre as montanhas. Aqui se encontra mais de 60 tumbas de grandes faraós da nova dinastia, inclusive a de Tutancâmon (não curtimos, é caro e só dá direito a entrar em 3 tumbas, que nem são as principais) e o Templo Hatshepsut, templo de uma das únicas faraós (mulher) que o Egito já teve, que adoramos. Como éramos 5 pessoas, negociamos um táxi para nos levar e não fechamos tour. Valeu a pena. Terminamos o dia no hotel dos meninos, curtindo a piscina e umas cervejinhas.
8º dia (13/04/19): Luxor
Depois fomos para a cidade comer em uma pizzaria indicada pelo Augusto e logo encerramos o dia. Não fomos ao Templo de Luxor porque não aguentávamos mais templos e também porque esse ficava no meio da cidade e conseguimos ver bem por fora. Ele pareceu mais abandonado e em ruínas.
Compramos o ônibus das 08h para Hurghada onde sairia nosso voo para Sharm El Sheik. Compramos on-line na Go Bus (site também super fácil de mexer). A rodoviária do Go Bus fica em frente à estação de trem, no East Bank. É só mostrar o print da passagem. Chegamos em Hurghada e já pegamos um taxi para o aeroporto (o terminal da Egyptian Air é o 2). Depois de muitas revistas policiais, pegamos nosso voo que durou exatamente 15 minutos, até Sharm El Sheik.
De lá negociamos um taxi para Dahab (se for pra Dahab, sugiro combinar um transfer com seu hotel, o valor do taxi em Sharm é extorsivo!!!).
Ficamos em Dahab no Sindbad Camp (achamos no Facebook). É tipo uma colônia Hippie a beira mar. O Augusto já estava lá nos esperando, demos uma voltinha pela cidade, que é bem fofa e depois fomos dormir.
10º dia ( 15/04/19): Dahab <3
Acordamos mais tarde e ficamos de preguiça. Acho que cidade praiana inspira essa arte de fazer nada. Depois fomos tomar um brunch em um dos muitos restaurantes à beira mar. Deitamos na espreguiçadeira e lá ficamos a tarde toda. O mar vermelho é a coisa mais linda. Embora as areias não sejam brancas (é só pedra mesmo), a cor da água é de um azul inexplicável. Depois de muita preguiça, fechamos um passeio de Quad Bike de 2h de duração, que iria até as montanhas do Sinai, pararia em uma vila de beduínos e depois no mirante da cidade. O passeio foi às 16h, éramos umas 20 pessoas e foi legal demais. Adorei e já quero um quadriciclo.
Depois fomos para o centrinho, jantamos e pegamos umas cervejas para beber no Camp.
11º dia (16/04/19): Dahab
12º dia (17/04/19): Blue Lagoon
![]() |
| Olhando a Arábia Saudita de boa |
13º dia (18/04/19): Blue Lagoon e Dahab

Tomamos nosso lanche da manhã e fomos no mirante para ver o paraíso de cima. Foi incrível! Depois passamos a tarde inteira no Camp (fiz até Kite nas costas do Omda) e no fim do dia, como combinado, nos buscaram lá (viva Mohammed ou Aid, ainda não sabemos o nome certo). Voltamos com 3 garotas egípcias lindas que são professoras de espanhol no Cairo e gastei todo meu portunhol com elas. Amei conhecer meninas egípcias e desfazer todos os meus conceitos, mesmo tendo visto elas nadando de burca, percebo como são modernas e interessadas em todas as culturas, espero ver Amany novamente, quando ela realizar o sonho de viajar pela America do Sul (queria ter tirado uma foto com ela).
À noite saímos com o Omda para vários bares e nos embebedamos de verdade. Começamos a nos despedir da cidade e do paraíso perdido no Egito.
14º dia (19/04/19): Dahab e volta ao Cairo
Depois de um café da manhã mara no Every Day (nosso lugar favorito de panquequinhas,, <3) fomos mais uma vez para Eels Garden, mas como o dia estava mais frio, ficamos só atoa por lá mesmo. A despedida da cidade foi triste porque amamos demais o lugar. Comemos no nosso chinês favorito (ok, comida egípcia não é nosso forte) e fomos pegar o bus de volta para o Cairo. Compramos a passagem de 21:30h e partimos, congelados, para o caos.
15º dia (20/04/19): Cairo e a volta para casa
O Augusto tinha reservado um hotel em Heliópolis, um bairro no New Cairo, mais próximo ao aeroporto. Fomos com ele e decidimos pegar uma diária também, para poder dormir e tomar banho. Chegamos às 5h da manhã e já fizemos check in e desmaiamos na cama. No almoço decidimos ir para o shopping City Stars. Foi legal ver uma parte "normal" dentro do caótico Cairo. Tem todas as lojas conhecidas, desde Zara até outras europeias. Depois encontramos o Jonas e o Luis para eles deixarem as malas no nosso hotel (voltamos no mesmo voo) e sair para comprar lembrancinhas. Encontramos o Belal e como eu não tinha ido ainda ao Mercado Khan el Khalili (um dos maiores e mais antigos mercados do mundo, se acha tudo por lá, tudo mesmo), decidimos ir andando até lá. É realmente uma atração à parte. Uma confusão de gente, carro, animais... eita atrás de eita. Mas chegamos e conseguimos uma lojinha com preço tabelado (eu realmente fugi da arte de negociar egípcia, deteeeeeesto isso) para comprar uns souvenirs (alguns de procedência duvidosa ~ China ~ e alguns de gosto muito duvidoso). Finalizamos o dia no Downtown, fumando Shisha e comendo sanduíche do Kazaz.Às 23h nos despedimos e fomos pro aeroporto. E assim acabou nossa viagem maravilhosa.
Aprendemos que no Egito regras? Não há regras. Mas que as pessoas são amorosas, prestativas, fizemos amizades que ficarão sempre no nosso coração, vimos lugares que nem meu cérebro acreditava que meus olhos estavam vendo, vimos a história em sua essência. Tudo de negativo que nos falaram, foi por água abaixo. Só vimos o lado positivo, inclusive no caos e desordem. Nos sentimos seguras O TEMPO TODO, mesmo como mulheres sozinhas em um país muçulmano. Religião, aliás, que nos surpreendeu, nos acolheu mesmo sendo cristãs. Nunca me esquecerei dessa viagem. E sim, me apaixonei pelo Egito.















Nenhum comentário:
Postar um comentário