" It’s a dangerous business, Frodo, going out your door. You step onto the road, and if you don’t keep your feet, there’s no knowing where you might be swept off to"
Programar a viagem pelo Peru foi difícil. Primeiro porque dessa vez não iria só eu e a minha irmã, que torna mais fácil passar pelos perrengues.. E segundo porque é realmente complicado escolher poucos lugares em um país inteiro. Dá vontade de conhecer tudo e, em quinze dias, fica complicado. Uma coisa que aprendemos depois de quase 1 mês em 3 países da Europa é que não se pode ter tudo. Bem, tínhamos objetivos concretos de conhecer Lima, Cusco e Machu Picchu. Mas conforme eu fui lendo blogs e páginas no Facebook sobre o Peru, foi dando mais vontade de rodar por lá. Assim, coloquei no roteiro Huaraz e Huacachina.
Então, eis o roteiro:
11 a 13 de setembro: Lima
14 a 17 de setembro: Huaraz
18 a 20 de setembro: Huacachina (Ica)
21 a 27 de setembro: Cusco
O roteiro foi baseado na minha ânsia de fazer alguns trekkings que não durassem dias, principalmente Laguna 69, na vontade de ver de perto o Oasis de Huacachina e no sonho de conhecer Machu Picchu. Nada decepcionou e o tempo foi exato. Não iria para outros lugares, porque ficaria cansativo demais. Mas quase todos que encontramos também iam para Puno e Arequipa.
Fui convencida a levar dólares, já que o real tá cada vez mais desvalorizado no exterior. Acho que foi uma boa opção para casos de ter que trocar dinheiro em cidades menores como Huaraz, mas trocando tudo em Lima ou em Cusco, dá na mesma. Além de reservar os hosteis com antecedência, compramos também o ingresso para Machu Picchu com a subida em HuaynaPicchu 3 meses antes, porque sobem apenas 400 pessoas por dia (200 pessoas divididas em duas turmas, uma que sobe às 07h da manhã e outra que sobe às 10h). De resto, como o trem de Ollantaytambo para Águas Calientes e as passagens de ônibus entre as cidades decidimos comprar por lá mesmo. Fora de alta temporada fica tranquilo conseguir tudo em cima da hora. Mas na alta, aconselho comprar principalmente o trem com antecedência.
Compramos as passagens pela Avianca. Saímos do Rio direto para Lima e voltamos por Cusco, com conexão em Lima.
Os relatos detalhados da viagem, com valores e tudo, vem no próximo post.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
quarta-feira, 1 de julho de 2015
15 dias (ou um pouco mais) pela Europa
Era
meados de 2012 e eu conversava com um amigo sobre viagem. Pra variar o meu
assunto favorito. Ele me disse que uns conhecidos tinham acabado de voltar da
Europa depois de um mês rodando de carro por lá. Óbvio que fiquei intrigada e
perguntei se eles gastaram muito. Ele disse que não. E lá fui eu pesquisar tudo
sobre carro + Europa + valores. Naquele dia eu e a minha irmã estávamos
pesquisando sobre uma possível viagem para Colômbia, no ano seguinte. Quando
fui somar os preços de todas a passagens que precisaríamos para o roteiro que
montamos fui surpreendida com o valor altíssimo que sairia e logo falei: Pra
Europa tá mais barato. Vamos pra lá? (Óbvio que nem lembrei que existe uma
coisa chamada moeda - Euro- e tal). Ela logo topou e chegando em casa abrimos
um mapa mundi pra decidir o roteiro que montaríamos. Gritamos meu irmão e ele
topou a aventura e logo estávamos decidindo os países e comprando as passagens.
Escolhemos Itália, França e Portugal. Não foi uma decisão muito pensada,
monetariamente falando, mas foi a que instigou imediatamente mais a
curiosidade. Quem não quer ver a Torre Eiffel, o Coliseu e nossos
colonizadores, não é verdade? Enfim.. com passagens compradas, uma amiga
decidiu ir conosco e fechamos nós quatro no planejamento de tudo. Reservamos o
aluguel dos carros pela internet, todos com a Hertz, reservamos os hosteis e
hoteis e alguns meses depois lá estávamos nós embarcando no Galeão para o
destino inicial, Roma.
Itália: 27/04
a 08/05
Pegamos
o avião no RJ no dia 26/04 com a British Airways. Teríamos que dar uma rápida
parada em Londres e já mudaríamos de voo para chegar em Roma. Obviamente, nada é
tranquilo nas minhas viagens e tivemos que parar por quase uma hora nas ilhas
Tenerife pois uma pessoa passou mal no voo (o passageiro passa bem - acho). Por
sorte tínhamos um intervalo bom na conexão e chegamos a tempo. Pousamos
em Roma já à noite e fomos logo para o hostel (.http://www.brazilian.hostelworld.com/hosteldetails.php/Luxuryrooms-in-Rome/Roma/46750#availability)
Como
nosso quarto era de 04 pessoas privado, eles nos colocaram em um apartamento,
com dois quartos. Bem romano meeesmo, e foi bem legal. Os donos do hostel eram
dois senhores chineses (ou coreanos ou japoneses) que tinham uma pizzaria, onde
buscamos a chave e onde tomávamos café da manhã. No final descobrimos que o
jantar deles também era ótimo. Chegamos bem a noite e já queríamos comer uma
pizza tradicional, obvio! Achamos uma pizzaria em uma rua próxima ao
apartamento e fomos lá. A primeira coisa que se pergunta, quando chega de
viagem e está num país diferente claro que é : TEM WI-FI? Mas nesse restaurante
não tinha wi-fi e o dono, um italiano daqueles que a gente vê em desenho -
barrigudo, de bigode e baixinho - fala indignado: WI-FI? Não tem wi-fi.
Absurdo.. e falou várias coisas que não entendemos repetindo várias vezes
durante todo o processo de comer a pizza e tomar uns chopps.. "wi-fi..
aaaaahhh... wi-fi... como wi-fi?" Primeira impressão é a que fica?
No
primeiro dia de verdade andando por Roma fomos logo procurar o Coliseu. A gente
já sabia que teria que comprar o ingresso no Palatino, porque a fila era menor.
Enfim, conhecemos Palatino, Forum Romano e Coliseu (nessa ordem) pela
manhã e início da tarde. De lá seguimos
para a Piazza di Spagna e
conhecemos a tão famosa e lotada Fontana di Trevi. Comemos por lá mesmo
(achamos sempre os restaurantes com a ajuda do TripAdvisor. Vale a pena) e
fomos para a Piazza del Popolo (que
voltamos todos os dias, vista linda, tudo lindo). Foi um dia bem produtivo, mas
viajar sem guia e só com um mapa na mão faz a gente conhecer lugares
inesperados, mas perder lugares importantes.
Coliseu
No segundo dia queríamos dedicar ao Vaticano e
assim fizemos. Obviamente mandamos mal de não comprar o ingresso do museu do
Vaticano com antecedência pela internet e encaramos uma fila de 4 horas.
Adoramos e super ficamos de bom humor no passeio.. ¬¬ Mas foi legal e vale à
pena a visita. De lá voltamos pra Piazza del Popolo e pegamos um fim do dia no
mirante, alugamos uma bike de 4 pessoas e passeamos pelo parque e o humor
voltou a ficar bom.
Fila
no museu do Vaticano
Mirante na Piazza del Popolo
No último dia já arrumamos nossas coisas e fomos
buscar o carro que alugamos na Hertz. Iríamos dormir essa noite já em Sienna.
Fomos para Montepulciano e Montalcino, decididos de última hora, onde
almoçamos, tomamos um vinho no meio da tarde e as duas cidades eram muito
lindas, a personificação da Toscana. E os vinhos.. <3 Ficamos em um
BedAndBreakfast em Sienna, fora do muro da cidade antiga (.http://www.brazilian.hostelworld.com/hosteldetails.php/Villa-Piccola-Siena/Siena/11531?sc_sau=avdc&sc_pos=11 ) Era lindo e eu ficaria mais uns
dias por lá. Nessa noite, que seria a única por lá, fomos para a cidade antiga
jantar e achamos uma famosa Birreria na Piazza del Campo, aquela famosa, oval, com a torre. Fizemos
degustação de cervejas, bebemos vinho da casa e nos perdemos no caminho de
volta pra casa, por acaso. Fomos parar no meio de uma estrada desconhecida do
outro lado da cidade, na madrugada. Mas gente, que não se perde um pouquinho de
nada, não é mesmo? Foi um caos. Quando decidimos voltar tudo parecia que tínhamos
andado uns 20km e o álcool já tinha evaporado todo. Mas chegamos de volta no
nosso B&B sãs e salvos. No dia seguinte começaria nossa viagem para
Florença e estávamos animados.Demos uma passada em Livorno, onde só chovia,
paramos para tentar ajustar a Torre de Pisa, mas tava chovendo muito e ela não
desentortou (achei bem sem graça a cidade de Pisa..) e finalmente chegamos em
Florença.
Montalcino
Florença é daquele jeito que todo mundo
imagina mesmo. Ruas estreitas, cheiro de mofo, muito história, muita arte,
muita comida boa e, no nosso caso, muita chuva. Ficamos em um hostel na cidade
antiga mesmo mas muito mal conservado. No primeiro dia de passeio fomos na
Piazza Del Duomo direto, claro. Tudo magnífico, inclusive o Duomo e o
batistério (alguém já leu Inferno, do Dan Brown? É isso). Andamos por todas as
praças que dava, todos os museus que dava (não entramos em nenhum..Sim, preciso
voltar) e bebemos todos os vinhos que dava. Foi tudo muito rápido mas deu pra
ver que Florença tem muito pra oferecer quando não chove tanto.
Duomo
Partimos de Florença cedo e fomos para Veneza.
Estacionamos o carro na ilha mesmo, em um estacionamento gigante que tem lá e
pegamos um tipo de trem que leva para a cidade. Nos perdemos pelas ruelas mas
encontramos um ótimo restaurante indicado pelo TripAdvisor. Era frequentado
pela população local, mais afastado da área mais turística e fomos muito bem
servidos pelo próprio dono do estabelecimento. Preço super acessível e um dos
melhores restaurantes que fomos na Itália (não faço ideia do nome). De lá já
caminhamos até a Piazza San Marco. Muita pomba, tudo em reforma, mas né?! É
Veneza. Subimos no Campanário e a vista faz valer à pena a fila. Nesse dia
mesmo já partimos para Verona, onde dormiríamos essa noite. Verona é.. amor.
Literalmente. A terra do romance Romeu e Julieta é linda. Ficamos num B&B
lindo e com o recepcionista/dono mais louco do universo. Ele explicou até como
andar sem fazer barulho, como abrir e fechar a porta sem bater entre outras
coisas. Foi uma palestra de aproximadamente meia hora sobre comportamento. É
esse http://www.brazilian.hostelworld.com/hosteldetails.php/All-Angolo-di-Romeo/Verona/68298?sc_sau=avdc&sc_pos=9
e tudo isso foi insignificante, porque o café
da manhã era ótimo, a localização excelente e o quarto lindo!!! Nessa noite
estava tendo uma feira de comidas típicas e demos uma volta para ver a
população local. Amamos ver o Arena di Verona à noite, todo iluminado. Não
conseguimos assistir nenhuma peça lá, infelizmente. No dia seguinte passeamos
pela cidade de dia, o povo muito gentil e deu algumas dicas do que fazer. Fomos
na Casa da Julieta, nas feirinhas de artesanato da Piazza delle Erbe, compras
na Via Mazzini, no Anfiteatro (bem sem graça,mas a vista é linda) e já pegamos
o carro para chegar no sábado à noite em Milão.
Restaurante maravilhoso de Veneza
Veneza vista do Campanário
Verona
Antes de ir para Itália, soube de uma cidade
chamada Sirmione, uma das cidades que é margeada pelo Lago di Garda. Ficava no
meio do caminho,entre Verona e Milão. Decidimos passar a tarde por lá e foi
maravilhoso. Paramos o carro em um restaurante que tinha como vista o lago e
bebemos um vinho (era obrigatório comer algo também para poder ter a vista...
comemos o que tinha de mais barato do cardápio e deu tudo certo) naquele lugar
maravilhoso. Super recomendado!
Restaurante no Lago di Garda
Em Milão devolvemos o carro na locadora porque
dali pegaríamos um trem para o sul da França. Lá ficamos num B&B bem localizado,
com ótimo café da manhã. Chegamos no dia do aniversário da minha irmã e saímos
para a night pela primeira vez na viagem. Fomos jantar em um restaurante
Mexicano maravilhoso na Corso Como, a mesma rua onde ficam as melhores boates.
O restaurante foi um capítulo à parte na noite. Um cara gigante na porta pra
decidir se você pode entrar ou não para jantar, olhares desconfiados dos
garçons e um grupo de uns 20 homens de terno entrando numa passagem meio
secreta do nada. Mas a comida era boa, os drinks também. Já tínhamos sido
convidados para uma das boates por um promoter na rua, mas logo que saímos
outro chamou para outra boate e acabamos indo nela mesmo. Chamava Hollywood e
foi uma boa escolha. Dançamos com um grupo de suecos loucos, embebedamos com os
garçons e fizemos amizade com italianos. Só fomos embora quando meu irmão
passou mal... E ainda tivemos que fazer silêncio no taxi porque o taxista
queria ouvir a música que tava tocando no rádio e a gente "gritava
muito".
No
domingo acordamos tarde e fomos no San Siro assistir Milan x Torino. Fomos com
a blusa do Fluminense e sofremos bulliyng pois as pessoas achavam que o grená
do Flu era a cor do Torino, mas deu tudo certo, Milan ganhou (único gol foi
passe do Robinho pro Balotelli) e todo mundo feliz ignorou a gente. Á noite
voltamos para passear pela Corso Como e acabamos jantando perto do Imperador
Romano - Max Biaggi (também não sabia quem era, descobri porque todo mundo tava
tirando foto com ele e eu sou curiosa demais pra deixar passar - obvio que
tirei foto também, fiquei com vergonha e deixei ele falando sozinho).
No San Siro
Eu e Max Biaggi em momento de constrangimento
Na segunda-feira que fomos realmente conhecer
Milão, andar pelas ruas, conhecer o Duomo
(realmente maravilhoso), a Galleria Vittorio Emanuele II, tomamos os sorvetes famosos e tudo que Milão tem
para oferecer quando o tempo esfria e chove.
Duomo de Milão
No dia seguinte partimos pra Nice.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Um dia em Palermo
Na primeira vez que fomos à Buenos Aires, perguntamos na recepção do hostel onde poderíamos encontrar um bar em que pudéssemos comer, beber uma boa cerveja e que não fosse infestado de turistas. A Flor, da recepção, não pensou duas vezes antes de sugerir a Cervejaria Antares (Armenia 1447- Palermo). E lá fomos nós procurar um taxi na avenida (sempre procuro aqueles com adesivo no vidro da frente e escrito rádio táxi do lado) para nos levar em direção a Palermo. Já sabíamos que o taxi ia ser barato e não deu outra (bom pra eles, que fez com que pegássemos o carro mais vezes, bom para a gente, que economiza para a cervejinha). Quando chegamos e entramos no bar, todos olharam para nossa cara, imagino que pensando "Ih..chegaram as gringas", mas fomos muito bem recebidas pelos atendentes e logo já foram falando da cerveja artesanal da casa, assim como das comidas do bar. Estávamos famintas então pedimos uma batata cheeeia de coisa no meio e depois chopps Cream Stout (eles tem uma cartela explicando cada cerveja com qual tipo de prato que combina, além de terem aqueles kits de degustação, onde vem vários copinhos com cada - não tomei e me arrependo amargamente, fica pra próxima- ajuda muito pra quem curte cerveja mas não tem paciência de aprender sobre cada uma, tipo eu, meu negócio é beber e aí eu chego a conclusão do que se trata, e pra mim, qualquer ceveja/vinho vai bem com qualquer coisa e isso é frescura). Comidas e alcoolizadas, terminamos a noite por ali mesmo e voltamos par ao hostel. Vale dizer que voltamos várias vezes nesse bar e que faço a maior propaganda para todo mundo que pede dica de Buenos Aires (mesmo que eu já tenha levado um banho de água gasosa lá dentro, quando o atendente decidiu "comemorar" o aniversário de outro garçom lá jogando aquele spray, o problema é que ele errou a mira e veio tudo para cima de mim. Nem fiquei puta...Imagina...). E não custa lembrar que Palermo é o bairro da boemia, lá rola de fazer pub crawl (considerado por mim a melhor coisa do planeta terra - procure no seu hostel se tem, se tiver VÁ!!!! E se não tiver, faça sozinho, com os amigos, sejá lá com quem for.. E se você for tipo eu, chama a galera que estiver atoa no hostel e organiza em cima da hora um.. É MUITO BOM!), rola de pegar uma noitada pesada seja lá de que tipo de som você goste, lá tem de tudo. Além de vários restaurantes muito bem avaliados.
Durante o dia, decidimos andar por Palermo com o mapinha na
mão mas sem seguir muito o guia. Palermo se divide em Palermo Soho( para quem curte compras e baladas alternativas - todo
modernoso, fica principalmente na Av. Honduras e tem na Plaza Cortázar como o
point, lá tem umas boates e vários bares. Sugiro ir e ver qual é das pessoas que estão na porta e o preço para entrar também, o bairro é pequeno, não tem erro) e Palermo Hollywood(começa a partir da ferrovia, tem esse nome por
conta dos estúdio de cinema, rádio e tv, com muitos restaurantes de cozinha
estrangeira - mediterrânea, peruana, escandinava, etc). Durante o dia a gente vê essa divisão mais
pelas artes de rua e cafés, mas nada muito claro. Lá vimos o zoológico, que é
muito bem cuidado e organizado, e além de vários parques, tem o famoso Jardim
Japonês (o único que a entrada não é gratuita). Acho ele fofinho e em outubro é
uma ótima época para ir e ver ele tooodo florido, mas pra mim o melhor é que
vende o famoso picolé Melona. Eu amo!
As ruas de Palermo são lindas e vale muito à pena andar por lá (tem lojas de aluguel de
bicicleta, para quem curte dar um rolézinho) e pra quem quer fazer um
piquenique, os Bosques de Palermo são
arborizados e tem banquinhos também. Lá tem vários lagos, então dá pra andar de
pedalinho e caiaque (já contei a história de que eu fiquei presa em um pedalinho rodando
sem parar? Então, não foi lá, mas eu nunca mais andei, mas se você é ousado e
quer turismo de aventura, super recomendo!). Para quem tem crianças, na Av.
Sarmiento e Roldàn tem o Planetário, nos fins de semana tem uma viagem pelas
Constelações, para crianças acima de 7 anos. Mas além desse momento relax, Palermo
também é o bairro das "outlets". Bom, já andei aquela rua inteira, de
trás pra frente e de frente pra trás, e a única coisa que eu achei interessante
foi um restaurante meio caverna que vendia hambúrgueres deliciosos (foi o que
me contaram, eu tava com tanta ressaca que só bebi coca cola). Mas relembro que
eu NÃO CURTO COMPRAS, então, seria interessante para mim só se estivessem dando
coisa nova na rua de graça.
Nesse bairro lindo de Bs As, é que a gente encontra o MALBA (Museu de Arte Latino-Americana
de Buenos Aires) e o Museu Evita
(num antigo casarão, tem todo um acervo sobre a vida da Evita Perón).
Já que eu tenho que falar de compras, em Palermo tem o Paseo
Alcorta ( Salguero e Av. Figueroa Alcorta ), lugar grande dividido em 4
andares, mais parece uma Renner gigante com lugar para comer. E tem o
"chique" Alto Palermo Shopping (Av. Santa Fé 3200), cheio de lojas refinadas
mas explico as aspas, comer em uma praça de alimentação LOTADA de pombos pra
mim não tem nada de finesse (tenho horror a pombo).
Para quem quer saber as dicas de outlets, vou deixar uma
experiente falar:
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
San Telmo - O dia e a noite...
Saindo do hostel, minha sugestão é andar. Andar pelas ruas de
San Telmo é uma delícia e se você conseguir estar lá no domingo, tem a feira de
antiguidades de San Telmo. Super famosa e cheia de tranqueira de tudo quanto é
tipo. Eu, particularmente, não achei nada muito interessante para levar pro
Brasil não, mas vale a visita e as fotos. Fica na Plaza Dorrego e é bem fácil
de encontrar. Lá, como em qualquer lugar turístico do mundo, você vai encontrar
mil pessoas vendendo de tudo, de chapéu panamá até casaco de couro. Além de
vários casais dançando tango para ganhar uns trocados.
Em
San Telmo viveu Quino, o cartunista, então aqui você encontra várias obras
dele, principalmente a Mafalda, desde desenhos na estação de metrô até
esculturas da bonitinha. Na esquina da Calle Defensa com a Calle Chile tem a
Mafalda sentada no banquinho, vale uma passada para foto.
De
barzinho e restaurantes, além do Puerta Roja, que eu citei no post anterior,
que tem comidas gostosas, chopp Antares que é uma delícia, bom também é o
Breoghan Brew Bar (Calle Bolivar 860, esquina com Av. Independencia), lá vende um hamburguer delicioso e é uma ótima pedida para
variar das carnes sem sal de Buenos Aires e das redes de fast food. Tem a promoção de happy hour (que acontece em quase todos
os bares de lá), com double de chopp até às 22h.O ambiente é uma graça e tem
até visitação à fábrica de chopp deles.
Outro bar legal é o Las Del Barco, ele é mais popular e mais barato. Chopp gostoso e lugar bem movimentado. Vale muito à pena ir!
Em
San Telmo também, tem o famoso e auto denominado museu da cerveja, o Treffen(Piedras, 178 ).O bar é todo decorado com latas e garrafas de cervejas de
todo o mundo. Tem vários andares, com pufes e poltronas para relaxar, cervejas
artesanais, comidas gostosas, e o melhor, transmite várias partidas de futebol.
Para finalizar, o De Bar (Calle Defensa, 502). Bar de drinks, com noites temáticas. Cada noite são selecionadas algumas bandas de rock, que tem os clipes exibidos em todos os telões da casa. O povo que vai lá curte mesmo as bandas e rock, então é legal para conhecer pessoas com o mesmo gosto que o seu, além de ter um clima de paquera, mesmo sendo um pub e não uma boate. É aquele lugar pra ir e voltar sempre.
Links:
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Mi Buenos Aires querido.
A primeira vez que eu fui a Buenos Aires, em 2010, eu não fiz qualquer pesquisa anterior para saber o que fazer ou para onde ir. Uma amiga que foi comigo já conhecia a cidade e nos guiou para os melhores pontos turísticos, assim como indicou o hostel em que ficaríamos. Depois daquele primeira experiência, que foi tão boa, eu quis voltar várias vezes, e graças à desvalorização da moeda argentina em relação ao real e à baixa dos preços da passagem aérea, essa volta foi possível.
Todas as vezes em que ficamos em Buenos Aires, nos hospedamos no America del Sur Hostel. É um lugar que atende a qualquer público, com café da manhã, algumas vezes com música ao vivo, churrasco, já fiz até aula de tango lá, uma área de convivência excelente, os quartos limpos e com no máximo 04 pessoas, localização ótima (San Telmo).. Enfim, é O lugar. Não consigo ir para Bs As e não ficar no America del Sur.
Minhas dicas vão ser baseadas exatamente na minha localização de hospedagem, mas mesmo quem vai ficar em outro bairro pode seguir as dicas, mesmo que algumas não fiquem tão práticas assim.
Como chegar:
Ao fazer a reserva o hostel nos oferece a opção de enviar um taxi, com preço fixo (cada vez é um preço diferente, tem que perguntar na hora da reserva) para nos buscar no aeroporto, o que eu sempre aceito, mas existem outras possibilidades para quem chega no aeroporto de Ezeiza(que é no distrito, mas fora da cidade), como:
- REMIS - serviço de transfer, super VIP e bem carinho. Custa uns 50 dólares até o centro de Buenos Aires;
- taxi comum - sem ser o que o hostel envia e com taxímetro. Custa uns 40 dólares. Tem que tomar cuidado, alguns não são tão confiáveis. Na cidade, utilize sempre aqueles com escrito radiotaxi, e com um adesivo grande no lado do passageiro na frente;
- ônibus - Essa é a opção mais barata para chegar até o centro de Buenos Aires. O ponto de partida (parada) no Aeroporto de Ezeiza, fica localizado em frente a empresa administradora do aeroporto (Aeropuertos Argentina 2000). Logo ao sair do Terminal B, vire a esquerda a caminhe em frente. Se você chegou pelo Terminal A, terá que caminhar até o Terminal B (5 min). Tarifas: Aeroporto Ezeiza para Buenos Aires (centro) = ARG$ 2,00 *Linha 51 - Rota Essa linha pode terminar na Estação Central na Constitución ou na Estação Lanus, a viagem dura em média 1h. Sempre é bom checkar com o motorista o trajeto para evitar caminhos errados Caso termine na Estação Lanus, é sé pegar um Subte até a Estação Constitución (ARG$ 2,00 / 8 min.) Chegando na Estação Constitución você pode pegar um dos ônibus das linhas: 28, 9, 45, 59 ou 100 seguindo para o centro de Buenos Aires. Esse trecho é seguro e muito barato. Total do custo até o centro = ARG$ 6,00. * Linha 8 - Rota Essa linha era conhecida como 86. Têm saídas a cada 45min e vai do Aeroporto de Ezeiza a Plaza de Mayo. Antes de subir no ônibus, tenha certeza de que na frente está escrito EZEIZA, já que nem todos da Linha 8 vão ou voltam de Ezeiza. Seu ponto inicial no bairro de La Boca, passando pela Avnida de Mayo, Casa Rosada, Plaza Del Congreso e Mercado Central. Rota saindo do Aeroporto de Ezeiza: Aeroporto - Av. Gral Paz - Av. Rivadavia - Rosario / Venezuela - Muñiz / H Yrigoyen - Colon P / Bolívar - Chile Paseo Colón / P - Mendoza / Brasil - Galdos BP - Villafañe W - Rodriquez M - Brandsen - Hernandarias - Av. del Valle - Irala y Pinzón. Custo de ARG$ 2,00 e o tempo de viagem são de 2h.
Moeda:
Senta que lá vem a história:
Chegando no hostel, é só alegria. O staff é super prestativo, dá boas indicações de restaurantes, baladas, etc. Algumas vezes, inclusive, organiza uma van que leva pra night da cidade. Além disso, se estiver com preguiça de sair, tem um chef de cozinha que prepara uns pratos muito gostosos. Mas nem sempre ele está la, sendo assim, se a preguiça for muita mesmo, tem um mercado do outro lado da rua (em frente e a Quilmes geladinha lá é super barata, o hostel empresta o casco para você não precisar deixar caução no mercado, então pede pra quem estiver no staff uns cascos de quilmes e troca por novos no mercado!), que você pode comprar coisas para fazer no próprio hostel (tem cozinha com fogão, geladeira, etc). Além disso, do lado do mercado tem um bar/pub chamado La Puerta Roja (http://www.lapuertaroja.com.ar/), uma, literalmente, porta vermelha fechada, que é só você abrir e subir uma escada. O bar é meio mexicano, mas tem uns chopps ótimos e uns petiscos bem gostosos. Eu sempre dou uma paradinha lá. Além disso, é ótimo para conhecer pessoas. Mas não deixe de aproveitar o ambiente do próprio hostel, afinal, uma das grandes vantagens de ficar em albergue é a possibilidade de conhecer pessoas do mundo inteiro. Lá eu já conheci um brasileiro que virou amigo para a vida toda, já conheci argentinos de outras cidades, alemães empolgados pelo tango, italianos jogando charme por toda parte, suíças transloucadas, ingleses beberrões, etc. Eu amo essa experiência.
A seguir eu conto algumas atrações e dicas de Bs As.
Links:
Empresas de REMI:
REMIS Manuel Tienda León
Fone: (54 11) 4314 – 3636
Fone: 0810-888-LEON (5366)
Email: informes@tiendaleon.com.ar
Fone: 0810-888-LEON (5366)
Email: informes@tiendaleon.com.ar
Tarifas (aproximada)
O preço do remis, Ezeiza ao centro: 55 us (aprox)
O preço do remis, Ezeiza a Aeroparque: 55 us (aprox)
O preço do remis, Ezeiza ao centro: 55 us (aprox)
O preço do remis, Ezeiza a Aeroparque: 55 us (aprox)
REMIS World Car
Fone: (54 11) 5480 – 1215
Web
email: reservas@worldcar-sa.com
Fone: (54 11) 5480 – 1215
Web
email: reservas@worldcar-sa.com
REMIS Vip Cars
Fone: (54 11) 5480 – 4590 /4594
Fone: (54 11) 5480 – 4590 /4594
REMIS Transfer Express
Fone: (54 11) 5811 – 1986
Fone: 0800 4444 Transfer (872)
Email: reservas@transferexpress.com.ar
Fone: (54 11) 5811 – 1986
Fone: 0800 4444 Transfer (872)
Email: reservas@transferexpress.com.ar
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
15 dias de Santiago ao Atacama (e uma paradinha na Bolívia)
Diário de bordo - Chile e Bolívia 2012
No dia seguinte acordamos às 03:30h da madrugada e colocamos um milhão de roupas para aguentar o frio para conhecermos os geysers del tatio. A van nos buscou às 04h e subimos para os Geysers. A visão daquilo é indescritível e, mais uma vez, uma aula de geografia sendo vivida. Mas do frio que sentimos ninguém tinha contado. Era um frio de congelar todos os ossos do corpo, mas valia à pena. Claro, os europeus nadaram na lagoinha quente que tinha por lá e, claro, nós não nos arriscamos (nessa altura do campeonato todos começaram a se decepcionar com a pretensão de ver as brasileiras desinibidas nadando em lagoas com nossos mini biquínis). A excursão também incluía um café da manhã, e aquele chocolate quente descia redondo.
Chegamos no dia 07 de junho em Santiago. Saímos do Galeão às 17:20h da tarde e no Rio de Janeiro começaram os percalços. Precisávamos da vacina contra Febre Amarela para podermos entrar na Bolívia, por isso, com a antecedência necessária(10 dias antes da viagem) tomamos nossas vacinas. Mas não adianta a Carteira de Vacinação brasileira, precisávamos do certificado internacional, expedido pela ANVISA. Onde encontramos o órgão? No Aeroporto, que sorte. Porém, em feriados abre até o meio dia. Depois disso, adeus carteira internacional de vacinação. Bom, saímos de Juiz de Fora às 10:20h e não conseguimos chegar a tempo.
Pegamos o voo da Lan, que foi uma surpresa, era um avião novo, confortável(a poltrona inclinava mais do que 5 graus, olha que belezinha) e não tive problemas com a pressurização. Chegamos em Santiago às 21:40h, de lá, sim, descobrimos apenas quando chegamos lá que o fuso era diferente(1h a menos). A primeira impressão quando chegamos ao desembarque foi "que espanhol estranho é esse?" e , como em toda área de desembarque, seja lá por que meio de transporte você chegue, a confusão de empresas de taxi, tranfer, etc. Mas o hostel que reservamos em Santiago (BellaVista Hostel), já havia reservado um tranfer que nos pegaria no Aeroporto e nos levaria para o Hostel. Depois da confusão básica de terem colocado apenas o nome da minha irmã na reserva, etc, fizemos um câmbio no aeroporto de R$100,00 apenas para sobreviver até o dia seguinte e para pagar o Tranfer(C$6000,00, cada). Chegamos ao hostel por volta das 22:30h. O Sr. que estava no Staff da noite era muito gentil, nos deu mapas e indicou o que poderíamos fazer no dia seguinte, além de nos indicar um lugar barato para matar a fome àquela hora da noite com pouco dinheiro. Bom, pra quem já foi no bairro Bella Vista vai saber, simplesmente naquele lugar não faltam opções de comida/bebida/balada. Por toda parte, ou em basicamente todas as casas, há uma portinha de restaurante ou bar. E cachorro quente(vianeses) em tudo quanto é lugar, custando desde C$500 até C$4000,00. Tem pra todos os gostos e, principalmente, pra quem curte Abacate e Aji(pimenta típica).
Fomos com a roupa que saímos do Rio, portanto, morremos de frio ao percorrer 2 quarteirões. O frio de Santiago parece ser mais gelado que o normal, até quando os termômetros não estão tão lá embaixo. Tá, depois que na verdade descobrimos o que é frio de verdade, mas nessa primeira parte da jornada, confesso que achei que estava congelando.
No segundo dia começamos com tudo, aquele gás de princípio de viagem tem que ser aproveitado. Acordamos por volta das 8:30h e, após o café, fomos em direção a Calle Ahumada, onde nos disseram que encontraríamos uma variedade de casas de câmbio. Trocamos dinheiro e, aliviadas, saímos andando pelo centro da cidade. Devido ao feriado, acho que ouvimos mais português que espanhol naquele dia. Sim, os brasileiro finalmente descobriram que existe algo alem de Buenos Aires na América Latina e decidiram invadir por ali também, que sorte a dos chilenos. Fomos à Plaza de Armas, nos encantamos com a Catedral, o Correio Central, nas encantadoras Ruas Paris e Londres, subimos o Cerro Santa Lucía (que, em tempo limpo, como o que tivemos sorte de pegar, vale MUITO a pena). E, finalmente, fomos à Estação de Metrô Plaza de Armas onde encontraríamos por sorte, standes da Turbus e da Pullman, as duas maiores empresas de ônibus intermunicipais do Chile que nos levaria para o Atacama. Nos planejamos para irmos de Turbus, pois era o mais recomendado, mas chegando lá não haviam lugares disponíveis para o dia 11/06, portanto, fomos a Pullman e deu tudo certo, tirando o fato que o ônibus nos levaria até Calama e em Calama conseguiríamos facilmente um ônibus para San Pedro de Atacama, nosso destino final. Com isso resolvido, voltamos ao hostel e compramos, na mesma rua, numa empresa chamada Ski Total, o passeio para o Valle Nevado(alugamos ali botas para neve também), que, se tivéssemos sorte, estaria nevado. À noite saímos para um bar na rua ao lado com uma colega de quarto de Curitiba que estava com alguns amigos passando o feriado em Santiago. O bar chamava La Constituicion e, depois de uns chopps de Stella Artois, virou uma boate maneiríssima só com gente bonita(algo raro em Santiago, diga-se de passagem) e, pra nossa surpresa, gringo não pagava pra entrar(como é bom ser gringo). Não ficamos muito pois o dia seguinte prometia cansaço;
Santiago
E tava nevado. No terceiro dia acordamos cedo e, conforme combinado, fomos para a agência que nos levaria à Cordilheira dos Andes e nas estações de ski. Chegando lá encontramos mais alguns brasileiros que iriam ver, assim como a gente, neve pela primeira vez. No início de junho não está nevaaado, nevado não. Mas está branquinho e dá pra escorregar. Fomos em um micro-ônibus. A subida é íngreme e interessante. A paisagem vai mudando e encantando. De verdade, fiz um regressão pras aulas de geografia e história do colégio, com a Cordilheira dos Andes, os picos nevados e toda aquela história de cidade cercada de cordilheiras, poluição, altitude e tudo mais. Vale muuuito à pena. Chegando lá parecia que só havia brasileiros naquele lugar. E toda a felicidade de ver gelo por toda parte. Levamos lanche e fizemos um piquenique nas montanhas geladas e foi ótimo, pois conforme nossos colegas de Curitiba, o restaurante que eles nos levam pra almoçar em um hotel em Farellones e é caro e ruim. Bom, não comemos lá e todos da excursão saíram reclamando. Antes de almoçar fomos ao centro Portillo que estava fechado, porém as maquinas de neve artificial já estavam funcionando e foi ali que brincamos de guerra de bolas de neve, fizemos um boneco e nos divertimos de verdade.
Chegamos em Santiago por volta das 17hrs. Saímos para jantar com a galera de Curitiba (num restaurante maravilhoso na esquina da rua do hostel de comida italiana) e conhecemos 2 americanos que também estavam hospedados no hostel, e com eles, depois de um ou dois piscos sour, fomos para um karaoke, típico em Santiago. Bom, os chilenos não são lá muito receptivos com brasileiros não, mas mesmo cantando errado Garota de Ipanema, fomos aplaudidas. Chegamos à conclusão que o melhor é fazer amizade no hostel e ali formar uma turma, pois não podemos contar com beleza e simpatia na balada chilena não.
Centro Portillo
No último dia em Santiago fizemos o clássico passeio ao Mercado Central, Palacio de la Moneda e ainda fomos em todos as galerias e museus que encontramos no caminho, pois era domingo, o dia que a entrada de tudo é gratuita. Infelizmente não conseguimos subir o Cerro San Cristoban, que ficava do lado do nosso hostel, pois deixamos ele por último e nesse dia estava começando a fechar o tempo em Santiago.
Á noite nos despedimos dos nossos novos amigos de Curitiba com o maior hamburguer do mundo no Patio Bellavista(shopping a céu aberto, recheado de restaurantes caros). Domingo à noite em Santiago, ao contrário de cidades como Buenos Aires e São Paulo, não tem muito o que fazer. Tudo fecha cedo e lá não se pode beber na rua. A solução é comprar umas bebidas e ir pra área de confraternização (muito boa, diga-se de passagem) do Hostel.
Na segunda-feira logo cedo pegamos o metrô e fomos para a Estação da Pullman pegar nosso ônibus com destino ao Atacama; São 24 horas de viagem, a parte boa é que o ônibus é super confortável. A parte ruim é que chileno bebe muito, principalmente aqueles que moram na região do Atacama, e ronca MUITO também.
Porém, 5 filmes depois e parando, ao que parecia, de 5 em 5 minutos na estrada (e 1 comprimido de dramin) chegamos em Calama às 17hrs de terça-feira (12/06). Depois de muita falta de informação e muita má vontade, compramos o ticket de ônibus da TURBUS que nos levaria para San Pedro de Atacama. A principal preocupação nesse estágio da viagem era onde iríamos dormir, já que não reservamos nada antes, por recomendação do próprio povo que já foi. Isso porque podemos pechinchar preço pessoalmente. Pegamos o ônibus às 18hrs e chegamos em San Pedro de Atacama às 20:30h. Pra nossa sorte, tinha uma argentina que trabalha em um hostel (laskar hostel), nos oferecendo acomodação por C$5000,00 com água quente (!!!) e wi-fi grátis. Tá ótimo, né? E tava mesmo. O hostel, apesar de parecer uma comunidade hippie, era ótimo e limpo, e há apenas 5 minutos do centro. Super tranquilo. Ficamos em um quarto com um suíço e um alemão, que, diga-se de passagem, eram MUITO gente boa. (Curiosidade: tanto os americanos de Santiago, quanto o suíço e o alemão, moram em Buenos Aires, eles dizem que lá é barato e tem uma qualidade de vida ótima para passar um tempo de "férias" dos seus próprios países. E todos eles já estão voltando pra casa, logo, logo.). No próprio hostel compramos os passeios pelo Atacama. Sim, existe a possibilidade de você fazer alguns passeios por conta própria, principalmente se você alugar uma bike (que também tem no hostel) e tiver disposição. Não é o nosso caso, portanto, compramos todos os passeios. Pechinchamos e conseguimos um descontinho. A essa altura do campeonato, em relação ao clima, no Atacama durante o dia é bem ameno, mas durante a noite precisamos daquele casacão de inverno. E relativamente à comida, no Atacama comemos muito bem, principalmente comendo os Pratos do Dia(pratos promocionais selecionados, que tem entrada, prato principal e uma bebida inclusa que ficam em uma plaquinha na porta do restaurante) do restaurante Adobe, que tinha um garçom que morou no Brasil e falava português e do restaurante da Praça. Em San Pedro, ao contrário de Santiago, não vemos tantos brasileiros por aí. Claro que eles estão lá, mas é mais fácil encontrar europeus.
O primeiro passeio que fizemos saiu à tarde, portanto, tiramos a manhã para andar e conhecer San Pedro de Atacama. A cidade é rústica e cercada de vulcões (calma, são todos inativos). Não tem nada para fazer a não ser conhecer a igreja, andar na pracinha e comprar lembrançinha na feirinha local (se você for à Bolívia, deixe pra comprar lembrança por lá. É muito mais barato). Às 15hrs chegou uma van para nos buscar no hostel e fomos para as Lagunas del Cejar. É uma laguna linda que tem 40% de concentração de sal, portanto, quem se arrisca a nadar nela (todos os europeus da sua excursão vão de fato nadar) vai ficar boiando. Parece ser uma delícia, mas não me arrisquei, já que estava muito frio do lado de fora e a água é gelada na parte de cima, só esquentando mais no fundo. Mas a paisagem desse lugar é impagável. Lindo e cercado de vulcões, o guia nos da uma explanação rápida sobre cada um deles. Ao final do dia o guia abre uma mesa e serve pisco sour com batata Lays para galera. Nesse momento que todos começam a conversar e fazer amizade. Conhecemos uns brasileiros de São Paulo, muito engraçados e uns ingleses com aquele sotaque bom de ouvir. Essa noite nos despedimos dos gringos do nosso quarto, que iam para a Bolívia no dia seguinte, dançando "Ai se eu te pego" (que eu não suporto, mas eles acham a maior graça) e música trance alemã, no quarto. Confesso que a pior parte da viagem é despedir. A gente se apega e logo mais nos separamos. Amizade de um, dois dias, todos mundo longe da família e criando famílias passageiras na estrada. Viva o FACEBOOK.
San Pedro de Atacama
Lagunas del Cejar
No dia seguinte acordamos às 03:30h da madrugada e colocamos um milhão de roupas para aguentar o frio para conhecermos os geysers del tatio. A van nos buscou às 04h e subimos para os Geysers. A visão daquilo é indescritível e, mais uma vez, uma aula de geografia sendo vivida. Mas do frio que sentimos ninguém tinha contado. Era um frio de congelar todos os ossos do corpo, mas valia à pena. Claro, os europeus nadaram na lagoinha quente que tinha por lá e, claro, nós não nos arriscamos (nessa altura do campeonato todos começaram a se decepcionar com a pretensão de ver as brasileiras desinibidas nadando em lagoas com nossos mini biquínis). A excursão também incluía um café da manhã, e aquele chocolate quente descia redondo.
À tarde fizemos nosso último passeio, que era para o Valle de La Luna e Valle da Morte. Inacreditável, fantástico e, fizemos mais uma vez, amizade que vai ficar pra sempre na nossa memória, com uma brasileira de São Paulo que estava viajando sozinha. Esse passeio dá para fazer de bicicleta, mas como já disse, não temos disposição pra tanto. No final da tarde, com um pôr do sol maravilhoso, é servido um lanche e ficamos apenas paradas, embasbacadas, assistindo aquela maravilha. Vale muito à pena.
Geysers
Valle de la Muerte
No dia 15/06, uma sexta-feira, fomos para Bolívia. Compramos no primeiro dia o passeio pela Cordillera Traveler. Pagamos C$98.000,00 para irmos até Uyuni e retornar à San Pedro. Fica a dica para quem, assim como nós, não tem muito tempo para viajar, ao invés de voltar para San Pedro e Santiago, pegue o avião de volta para o Brasil por La Paz. Alem de conhecer outra capital da America Latina, você economiza uma boa grana com esse retorno. Porém, quando compramos as passagens de avião não pensamos nisso tudo, então nosso passeio envolveu ir até lá em cima e voltar tuuudo de novo.
A van foi nos buscar no hostel às 08hrs e passamos na agência para trocar dinheiro (eles mesmos cambiam de peso chileno para peso boliviano) e encontrar o resto do pessoal que iria passar aqueles 4 dias com a gente. Saímos do Chile (migração era há 5 minutos do centro de San Pedro) e 1hr depois chegamos à migração da Bolívia. Era uma casinha pequena, caindo aos pedaços, com 2 guardinhas mal humorados (quem pode culpá-los, no meio do nada, fazendo -12 graus e há 5.200m de altura), que olhavam nossos documentos e, por sorte, só perguntaram por alto sobre a vacina da febre amarela). Lá tomamos nosso café da manhã e nos dividimos em 2 carros, Toyota 4x4, que cabiam 7 pessoas, incluindo o motorista, em cada. Fomos em um carro com uma alemã e um casal de indianos. No outro carro foi um brasileiro, 3 ingleses, 1 irlandês e uma escocesa. Nosso grupo se manteve bem unido a viagem inteira. Entramos na Bolívia por uma reserva ambiental (lá temos que pagar um valor em pesos bolivianos, por isso o cambio na agência, já que o alojamento e a comida está inclusa no preço inicial). Não há estrada e a população local se baseia em índios(eles tem bandeirinha e tudo), daí a necessidade de um carro 4x4, o carro entra em rios, sobe montanhas íngremes e toda aquela aventura de lugares no meio do nada. Literalmente no meio do nada. Mas as paisagens são de tirar o folego. A primeira Laguna que encontramos no caminho se chama Laguna Blanca, é toda congelada (imagina a temperatura local) e maravilhosa. Os carros param para que a gente ande pelo local e tire milhões, literalmente, de fotos. É de deixar qualquer um embasbacado.
Naquele mesmo dia vimos os Geysers da Bolívia, mas o frio é tão grande que, depois de já ter visto geysers antes, confesso que não consegui sair do carro. Após isso seguimos para o alojamento para almoçarmos e descansar pro dia seguinte. Chegamos à tarde, comemos e ficamos sentados tomando chá e conversando.
Bolívia
Laguna Verde
No dia seguinte acordamos às 8hrs e seguimos para a Laguna Colorada, que, como a outra, é maravilhosa, e vimos os primeiros flamingos da viagem. Depois seguimos pra cidade das pedras, onde encontramos a árvore de pedra. Passeamos pela Laguna Verde, os europeus nadaram na piscina natural quente, almoçamos naquele visual incrível e seguimos viagem pelo resto da tarde para chegar ao altiplano boliviano. Lá fomos nos hospedar no Hotel de Sal, e como diz o nome, é um hotel inteiramente feito de sal, inclusive o chão é todo cheio de sal. Lá conseguimos, pela primeira vez, tomar banho. Não, no primeiro alojamento não tem água quente e, te garanto, você não vai se aventurar naquela água gelada. Já o hotel de sal, apesar de não ter muita graça, tem água quente, portanto, faz toda diferença. Nessa região, qualquer coisa quentinha é como se fosse um oásis. No terceiro dia chegamos ao Salar de Uyuni. Encontramos uma ilha toda de cactus, muito interessante e de lá seguimos para as fotos clássicas no meio do deserto de sal. Almoçamos lá e seguimos para a cidade de Uyuni, quando nos despedimos dos que iriam continuar viagem rumo à La Paz ou ao Peru e iniciamos o retorno para San Pedro de Atacama. Chegamos à noite em um alojamento e no dia seguinte chegamos de volta ao Chile.
Árvore de Piedra
Laguna Colorada
Ilha de Cactus
Salar de Uyuni
Foram as 3 noites mais frias da minha vida. Não esqueçam de levar ou alugar um saco de dormir, pois mesmo com ele você congela.
Voltamos a San Pedro e fizemos o Tour mais perda de tempo da vida, o Tour Astronômico. Muito do sem graça e muito caro.
No dia seguinte de manhã voltamos, pela TURBUS, para Santiago e a viagem foi mais rápida, 22hrs. Alguns dramins e filmes depois, chegamos. Ao chegar de volta ao hostel, por volta das 7hrs da manhã, conseguimos mesmo sem reserva um quarto e, pra nossa sorte, o Sr. gente boa estava lá e já nos deixou ir tomar banho, tomar café e ir pro quarto descansar (o check in seria às 14hrs, mas ele quebrou o galho vendo o estado das gurias). Mas não descansamos, andamos pela cidade, passamos no supermercado para comprar pisco e algumas coisas para trazer para o Brasil e à noite conhecemos mais brasileiros na sala de tv do hostel. Foram ótima companhia para os últimos piscos sours e piscolas (Pisco com Coca-Cola) da viagem.
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